A jurema é uma planta sagrada e também um lugar, uma mulher e uma religião — tudo isso envolto de uma mística peculiar que os povos afroameríndios tanto povoam. Um pouco dessa linguagem será disponibilizada neste domingo (5) com a live session do grupo arapiraquense Quiçaça, através do canal oficial deles no Youtube.

Gravado diretamente da Fazenda Velha, localizada no povoado Canaã, zona rural de Arapiraca, o show estará no ar a partir das 19h.

Domingo é, inclusive, Dia da Amazônia. Data simbólica para o lançamento que comemora indiretamente os 5 anos de trajetória do quinteto.

As terras amazônicas são o ar, o pulmão verde do mundo. A Fazenda Velha da Quiçaça é, portanto, o chão, a base que oferece gentilmente espaço para a nossa existência e o nosso caminhar.

É diante dessa dança de elementos da natureza que o grupo de Arapiraca oferece para bebermos sua psicodelia num reggae-rock nunca antes visto e ouvido por essas bandas caetés com flertes ao extremo agreste-sertão.

Ruan “Mago Véio” Mello (voz, guitarra e maraca), Gleyson Matheus (guitarra e backing vocals), Ricardo Evangelista (percussão e backing vocals), Rodrigo Cruz (bateria) e Janu Leite (voz, baixo e teclado/synths) deixam para que o público espectador-testemunha venha com a água e o fogo, os lungs restantes para a relação arte/artista se sintonizar por completo.

A Quiçaça destila seus hits “Aguardente”, “Campiar” — previamente solta no Youtube para promover a esperança da chegada dessa live session —, “Besta Fera” e as canções de seu EP “Jurema”, de 2017.

Esse “Ao Vivo na Fazenda Velha” conta com filmagem e edição da Viella Filmes, com apoio de Tarcísio Ferreira, Leandro Alves e Ítallo França; gravação e mixagem de Júnior Evangelista; figurino e cartaz de divulgação da artista plástica Isabella Silva; som e iluminação do Touro Entretenimento; atuação de Dayane Teles; realização da Jurema Produções; e apoio técnico da Lindeza Produções.

O projeto foi contemplado no Prêmio Zailton Sarmento, Lei Aldir Blanc Alagoas, via Secretaria da Cultura do Estado de Alagoas (Secult), direcionada pela Secretaria Nacional da Cultura, dentro do Ministério do Turismo.

Nas palavras em uníssono da Quiçaça, a Fazenda Velha, “esse lugar lindo, nascedouro dessa banda verseira”, é o melhor dos cenários para essa mistura de poesia matuta, e sons e silêncios da mata.